sexta-feira, 16 de março de 2012

Amigos...Amigos...Amigos...


Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Espero que com esse poema, as pessoas que acham que tem um inimigo, desistam dessa tese, pois até os piores rivais naturais como o cão e o gato ficam amigos por algum momento...

(José Conrado Santos Pinto Junior)

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